Guardas municipais de Portel denunciam sucateamento e falta de equipamentos

O servidor fez um desabafo emocionante e viralizou na web um dia após a morte de companheiros

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 18:33

(No sábado (7), um ataque armado deixou dois guardas municipais mortos e outros dois feridos, no município de Portel, na Ilha do Marajó. O ataque foi executado por um grupo criminoso fortemente armado, utilizando fuzis.)
(No sábado (7), um ataque armado deixou dois guardas municipais mortos e outros dois feridos, no município de Portel, na Ilha do Marajó. O ataque foi executado por um grupo criminoso fortemente armado, utilizando fuzis.) Crédito: Reprodução X/Redes Sociais

Os guardas municipais do município de Portel, no Marajó, no Pará, promovem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (9), nas dependências da Secretaria de Segurança Pública do município. O vídeo, que circula nas redes sociais, é possível notar um servidor público visivelmente abalado com a precariedade que apresenta a instituição. O servidor fez um desabafo emocionante e viralizou na web após a morte de dois guardas que foram atacados na noite de sábado (07).

O servidor compartilhou que, na noite do ataque, viu os companheiros caídos no chão, sem qualquer tipo de suporte ou transporte para pedir ajuda, comparando a cena a um estado de abandono por parte da gestão do município.

O agente afirmou que a situação reflete a realidade enfrentada pela corporação, que, segundo ele, trabalha sem a estrutura necessária, falta coletes balísticos para os servidores e o órgão apresenta sucateamento. A falta de infraestrutura mínima da Guarda, em Portel, oferece risco aos servidores.

O relato chamou a atenção e reforçou as cobranças por melhores condições de trabalho e mais investimentos na segurança pública do município.

Entenda – No sábado (7), um ataque armado deixou dois guardas municipais mortos e outros dois feridos, no município de Portel, na Ilha do Marajó. O ataque foi executado por um grupo criminoso fortemente armado, utilizando fuzis. Os criminosos dispararam diversas vezes contra os servidores, que estavam desarmados e sem equipamento de segurança.

Após o ataque, o município viveu uma noite sangrenta, mais duas pessoas foram mortas em represália pelas mortes dos agentes públicos. Um dos crimes ocorreu no bairro Cidade Nova. Criminosos invadiram uma residência e executaram a tiros contra um homem conhecido como “Gato Mestre”. A vítima foi surpreendida enquanto dormia. Ele possuía passagens pela polícia, e, a principal linha de investigação aponta para queima de arquivo.

Já a segunda vítima assassinada foi o professor Dalcides Santana. A polícia trabalha com a linha de investigação de que o veículo utilizado no ataque contra os guardas municipais tenha sido alugado do docente. A hipótese é de que os criminosos tenham decidido matá-lo para evitar rastros ou possíveis testemunhos que pudessem levar à identificação dos envolvidos.

As investigações da Polícia Civil sobre o ataque aos servidores de Portel, no arquipélago do Marajó, avançaram e indicam que os criminosos vinham monitorando as vítimas antes do atentado.

O Roma News pediu mais informações para a Assessoria de Comunicação à Prefeitura de Portel e aguarda posicionamento da gestão municipal.