Publicado em 24 de junho de 2026 às 08:57
O que era para ser apenas uma manhã de festa no tradicional Arrastão do Pavulagem, em Belém, virou combustível para um debate acalorado nas redes sociais. Um desentendimento entre uma torcedora do Paysandu e um trabalhador fantasiado como o mascote do clube dividiu opiniões na internet. A polêmica começou após a jovem reclamar publicamente de ter sido cobrada em 5 reais para fazer duas fotos com o personagem, usando o próprio celular. A resposta do animador não demorou, gerando uma onda de interações sobre a valorização do trabalho informal sob o calor paraense.>
A jovem bicolor usou as plataformas digitais para expressar sua indignação, argumentando que o rapaz não fazia parte do marketing oficial do Paysandu. Em seu desabafo, ela comparou a situação com personagens famosos da torcida que registram momentos com o público de graça. A queixa, contudo, ganhou contornos maiores e o próprio profissional, que atua como animador de eventos infantis e usa o perfil "lobo raiz", decidiu responder diretamente na postagem feita no portal Roma News para expor o seu lado da história.>
Na publicação do Roma News, o trabalhador defendeu de forma enfática a legitimidade do seu sustento. "Pois bem, eu sou o mascote no qual ela se refere. Em nenhum momento obriguei ela a bater a foto, ninguém em sã consciência sai da sua casa com uma fantasia que pesa em torno de 20 há 30 quilos no sol quente, para fazer caridade (com excessões)", escreveu o profissional, lembrando o enorme desgaste físico de sua rotina. Ele explicou que a taxa cobrada serve para compensar o esforço e o alto custo de manutenção do traje, deixando claro que, independentemente de quem seja o dono do aparelho celular, o preço de 5 reais por duas poses faz parte de sua jornada de trabalho.>
O animador também lamentou a postura da jovem e rebateu o tom desdenhoso do relato. "Se sou um 'qualquer' como ela diz, por que quis bater a foto comigo? Não tem cabimento. Se ela procurar o valor de uma fantasia dessa, ela nunca mais menospreza o trabalho de nenhum mascote", desabafou na rede social.>
A resposta do profissional ecoou fortemente entre os internautas, que em sua grande maioria saíram em defesa do direito dele de cobrar pelo serviço. Nos comentários do próprio post no Roma News, o público criticou a atitude da torcedora com provocações como "lisa pra lá", sugerindo que ela não queria gastar dinheiro. A solidariedade ao trabalhador acabou quebrando até as barreiras da rivalidade do futebol paraense, já que torcedores rivais também se manifestaram na postagem, dizendo "sou remista, mas te digo, lisa fica em casa" e reforçando que "o cara tá no calor fazendo o trabalho dele".>