Morre Zélia Amador de Deus, ícone da luta antirracista no Pará

Professora emérita da UFPA teve trajetória marcada pela educação, cultura e defesa dos direitos da população negra.

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 19:45

(Paraense, Zélia construiu uma trajetória de destaque na Universidade Federal do Pará (UFPA) e no movimento negro.)
(Paraense, Zélia construiu uma trajetória de destaque na Universidade Federal do Pará (UFPA) e no movimento negro.) Crédito: Ascom UFPA

Morreu nesta terça-feira (8), a professora, escritora, atriz, diretora de teatro e ativista Zélia Amador de Deus, uma das principais referências da luta pelos direitos da população negra no Pará.

Paraense, Zélia construiu uma trajetória de destaque na Universidade Federal do Pará (UFPA) e no movimento negro. Ao longo de décadas, atuou na defesa da igualdade racial, das políticas de ações afirmativas e dos direitos das comunidades quilombolas.

Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), organização que se tornou referência na luta contra o racismo e na defesa da população negra no estado.

Na UFPA, exerceu o cargo de vice-reitora entre 1993 e 1997. Anos depois, em 2019, recebeu o título de professora emérita da universidade, em reconhecimento à contribuição para a educação e para a sociedade.

Além da carreira acadêmica, Zélia também teve forte atuação na cultura paraense, especialmente no teatro, conciliando a produção artística com a defesa da valorização da identidade e da cultura negra.

A morte da professora deixa um legado marcado pela educação, pela arte e pela luta por igualdade racial. Sua trajetória se tornou referência para diferentes gerações dentro e fora da universidade.