Reviravolta: exames mostram que manchas em bebê no Tauá não eram de agressão; entenda

Um homem havia sido preso acusado de espancar a própria filha.

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Silmara Lima

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Publicado em 30 de agosto de 2025 às 12:58

Exames mostram que manchas em bebê não eram de agressão cometida por pai.
Exames mostram que manchas em bebê não eram de agressão cometida por pai. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O caso que chocou moradores de Santo Antônio do Tauá, município localizado no nordeste paraense, na tarde desta última quinta-feira (28), ganhou um novo desdobramento. A enfermeira de um posto de saúde acionou a polícia para denunciar que um bebê de apenas três dias de vida e sua mãe foram vítimas de violência doméstica, cometido pelo pai da criança. 

Inicialmente, um homem havia sido preso acusado de espancar a própria filha, porém, exames realizados no hospital confirmaram que as manchas no corpo da bebê não eram resultado de agressões, mas sim de uma mancha mongólica, condição comum em recém-nascidos.

Segundo informações repassadas pela equipe médica, a primeira avaliação se confundiu diante das marcas escuras espalhadas pelo corpo da criança, o que levou à suspeita de maus-tratos. Após análises mais detalhadas, foi constatado que não havia sinais de violência física.

A bebê segue em observação no hospital, mas seu estado de saúde é considerado estável. Já o pai, que chegou a ser detido e agredido por vizinhos antes da chegada da polícia, teve sua situação revista pela Polícia Civil.

Em nota, a Polícia Científica do Pará informou que realizou exame de lesão corporal e sexológico que atestaram que não houve agressão ou abuso sexual e que as manchas de coloração azuladas no corpo do bebê são marcas de nascença e não configuram hematoma de agressão.

A Polícia Civil informou que com base nos laudos o suspeito foi liberado.