Publicado em 11 de maio de 2026 às 23:34
Três homens foram executados a tiros dentro de uma caminhonete na tarde desta segunda-feira (11), às margens da BR-163, no km 375 Sul, entre as comunidades Riozinho das Arraias e Santa Júlia, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O caso é tratado como chacina pela Polícia Civil.>
As vítimas foram identificadas como Kauan Câmara Soares, Weverton Moraes Sousa e um terceiro homem conhecido apenas pelo apelido de “Maranhãozinho”. Todos eram moradores da região. Os corpos foram encontrados com múltiplos disparos, principalmente na região da cabeça, o que indica execução. Cápsulas de calibre 9 milímetros foram recolhidas no local.>
Conforme informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 15h. A caminhonete de placa TFA-4I80 estava parada às margens da rodovia quando foi alvo de diversos tiros. As equipes do 46º Batalhão da PM e da Polícia Civil foram acionadas e estiveram no local.>
Furto de joias e prisões>
O local do crime não foi preservado inicialmente. Populares que chegaram antes da polícia manusearam os corpos e furtaram joias das vítimas, como cordões, pingentes e pulseiras de ouro. Durante diligências rápidas, a Polícia Militar prendeu dois suspeitos com parte dos objetos roubados. Francisco das Chagas de Oliveira Silva foi abordado próximo à comunidade Santa Júlia. Já Nilton Carlos Pereira da Silva foi detido nas proximidades de Novo Progresso.>
Os dois foram encaminhados para a delegacia e responderão por furto. A Polícia Civil investiga se eles têm ligação com os autores dos assassinatos.>
Investigação em andamento>
A Polícia Científica do Pará (PCIPA) realizou a perícia e liberou os corpos para o Instituto Médico Legal (IML). A Delegacia de Novo Progresso, sob comando do delegado César, investiga a autoria e a motivação do triplo homicídio. Uma das linhas de investigação apura se o crime tem relação com a carga transportada pela caminhonete (galões de combustível possivelmente destinados a aeronaves) e com grupos envolvidos em atividades ilegais na região, como pistas clandestinas.>
A Polícia Civil segue em diligências e pede que qualquer informação seja repassada anonimamente.>