Publicado em 18 de março de 2026 às 23:51
O ex-participante Pedro Henrique Espíndola, do Big Brother Brasil 26, entrou com ação judicial contra a TV Globo na Justiça do Paraná, pedindo indenização total de cerca de R$ 4,2 milhões. O processo foi protocolado na terça-feira (17), na 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). A informação foio confirmada pela defesa se Pedro.>
A ação inclui pedidos por quebra de contrato, danos morais (R$ 1,5 milhão, segundo algumas fontes) e danos materiais (cerca de R$ 2,75 milhões), além da anulação da rescisão do contrato de participação no reality. O valor total solicitado é próximo ao prêmio do campeão do BBB 26, estimado em R$ 5,5 milhões.>
Pedro deixou o programa em 18 de janeiro de 2026, após episódio em que tentou beijar à força a participante Jordana Morais dentro da despensa da casa. O incidente foi exibido ao vivo e gerou repercussão nacional. Ele apertou o botão de desistência, mas a produção do programa o classificou como “expulso” — Tadeu Schmidt informou que a retirada seria compulsória caso não houvesse desistência voluntária.>
O caso motivou investigação criminal pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2026, Pedro foi indiciado por importunação sexual com base na análise pericial das imagens do programa. Ele não foi ouvido na época por estar internado em uma clínica de reabilitação psiquiátrica no interior do Paraná. A defesa criticou o inquérito, alegando desrespeito a garantias processuais, e o caso segue no Ministério Público para eventual denúncia.>
A defesa de Pedro argumenta que a Globo falhou na condução do caso, no tratamento ao participante e na execução do contrato, gerando danos à imagem, saúde mental e finanças do ex-brother. Anteriormente, a família e advogados já haviam criticado a seleção do participante, alegando que seu histórico psiquiátrico (tratamento desde 2017) não foi adequadamente avaliado, e que a emissora tem cláusula de responsabilidade pela saúde dos confinados.>
A Globo ainda não se manifestou publicamente sobre a ação. O processo tramita na Justiça paranaense e pode envolver debates sobre responsabilidade civil da emissora, dever de cuidado com participantes e impactos da superexposição midiática.>