Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 17:24
Após 16 anos de espera, a brasileira Bruna Moura viveu nesta terça-feira (10) um dos momentos mais marcantes de sua trajetória esportiva. A esquiadora cruzou a linha de chegada do sprint do esqui cross-country em Milão-Cortina 2026 e, enfim, realizou o sonho de se tornar atleta olímpica.>
A estreia foi carregada de emoção. Nervosa desde a largada, Bruna revelou que o foco já não era o resultado, mas simplesmente concluir a prova. “Eu só pensava em terminar o mais rápido possível para poder dizer que era uma atleta olímpica. Quando vi a linha de chegada depois da última descida, ali já significou tudo”, afirmou em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.>
O momento simbolizou mais do que uma prova concluída. O “balão” citado pela atleta representa um sonho que a acompanha desde 2013, quando precisou abandonar o ciclismo mountain bike após descobrir um problema cardíaco. Em um sonho, Bruna se via tentando alcançar um balão no topo de uma montanha — imagem que passou a guiá-la desde então.>
Antes da largada, a brasileira soltou um grito que resumiu anos de frustração, espera e superação. “Foram 16 anos lutando para ser atleta olímpica. Cruzar essa linha de chegada é algo que nenhuma palavra consegue explicar”, disse.>
Bruna ainda disputa em Milão-Cortina a prova individual de 10 km e o sprint por equipes, ao lado de Eduarda Ribera. Mais leve após a estreia, ela espera competir com menos ansiedade e inspira quem acompanha sua história a seguir perseguindo seus próprios sonhos.>
A Olimpíada poderia ter acontecido quatro anos antes, em Pequim-2022. A participação foi adiada após um grave acidente de carro a caminho do aeroporto. O motorista morreu no local e Bruna sofreu múltiplas fraturas. “Eu não vou para as Olimpíadas dessa vez, mas estou viva”, disse à época. Quatro anos depois, ela voltou — e chegou lá.>