Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 09:25
A insatisfação tomou conta dos bastidores do Clube do Remo após o empate em 3 a 3 com o Atlético-MG, no último dia 11 de fevereiro, pela terceira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O resultado manteve o Leão Azul na 17ª posição da tabela, ainda sem vencer na competição, mas foi a atuação da arbitragem que se tornou alvo principal da ira azulina.>
Nesta quinta-feira (12), a diretoria do clube paraense protocolou uma representação formal junto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra a equipe comandada pelo árbitro paulista Matheus Delgado Candançan. No documento, o Remo alega ter sido "gravemente prejudicado" por decisões equivocadas ao longo do confronto, tanto do juiz de campo quanto da equipe do VAR, chefiada por Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral. Completaram a escala de arbitragem os assistentes Neuza Ines Back e Luis Carlos de Franca Costa.>
A representação azulina elenca quatro momentos específicos que, segundo o clube, foram determinantes para o desfecho da partida e evidenciam falhas graves no trabalho da arbitragem.>
O primeiro episódio citado ocorreu aos 50 minutos da etapa inicial. Um gol marcado pelo Remo foi anulado sob a justificativa de toque de mão no lance. A diretoria paraense contesta a decisão, afirmando que não houve irregularidade e que o árbitro principal estava bem posicionado para realizar a análise correta no momento do lance.>
O segundo ponto de discordância envolve o gol de empate do Atlético-MG, marcado já nos acréscimos da partida. De acordo com o documento encaminhado à CBF, havia impedimento claro na jogada, que não foi assinalado pela arbitragem de campo nem devidamente corrigido após revisão do VAR.>
Já no segundo tempo, o Remo aponta uma jogada em que o goleiro atleticano teria cometido infração ao impedir uma oportunidade clara de gol da equipe paraense. Na avaliação do clube, o lance era passível de cartão vermelho direto, o que não foi aplicado pelo árbitro.>
Por fim, a diretoria contesta os oito minutos de acréscimo concedidos na etapa complementar. O tempo adicional é considerado excessivo e sem justificativa objetiva pelos dirigentes azulinos, que apontam a decisão como fator que influenciou diretamente no resultado final da partida.>
Na representação, o Remo sustenta que houve violação das Regras do Jogo e que a atuação da arbitragem comprometeu a isonomia da partida. Entre as solicitações encaminhadas à entidade máxima do futebol brasileiro estão:>
Como medida alternativa, o clube ainda requer que, caso não haja o afastamento solicitado, os árbitros não sejam designados para jogos do Remo ao longo da temporada, evitando novos prejuízos.>
Com o empate por 3 a 3, o Remo segue sem vencer nas três primeiras rodadas da Série A e agora aguarda um posicionamento oficial da CBF em relação à representação protocolada, enquanto se prepara para os próximos desafios na competição nacional.>