Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 21:32
Torcedores do Real Madrid prestaram uma emocionante homenagem a Vinícius Júnior antes do apito inicial da partida contra o Benfica, nesta quarta-feira (25), no Estádio Santiago Bernabéu, válida pela volta dos playoffs da UEFA Champions League 2025/26.>
Nas arquibancadas, os merengues estenderam um bandeirão gigante com os dizeres “Não ao racismo”, em clara solidariedade ao atacante brasileiro. O gesto ocorreu em resposta aos episódios do jogo de ida, em 17 de fevereiro, em Lisboa, onde Vini Jr. denunciou insultos racistas proferidos pelo argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, o que levou à ativação do protocolo antirracismo pela UEFA, paralisação temporária da partida e posterior suspensão provisória de Prestianni por um jogo.>
Além da torcida, o próprio Real Madrid reforçou a mensagem nos telões do estádio: exibiu frases como “Não ao racismo”, “Respeito” e apelos para que os torcedores rejeitassem qualquer forma de discriminação, destacando valores de tolerância e igualdade. A iniciativa alinhou-se ao posicionamento institucional do clube contra o racismo no futebol e foi amplamente elogiada como um gesto simbólico importante.>
O apoio veio em um contexto de tensão: no jogo de ida, Vini Jr. marcou o gol da vitória (1 a 0) e, após comemorar dançando, acusou Prestianni de ofensas racistas. A UEFA investigou o caso, suspendeu o jogador argentino preventivamente e manteve a punição para que ele não atuasse na volta. Prestianni negou ter usado termos racistas, alegando possível mal-entendido ou ofensa homofóbica direcionada a outro, mas o episódio reacendeu o debate global sobre racismo no esporte.>
A manifestação da torcida merengue foi vista por muitos como um passo significativo, especialmente considerando o histórico de Vini Jr. com casos de racismo na Espanha, mais de 20 denúncias em oito anos.>
O Real Madrid avançou na competição com vitória na volta e classificação garantida, incluindo gols de Vini Jr., mas o destaque fora de campo foi a união contra a discriminação.>
Com informações de GE e CNN>