Bill Clinton e Hillary concordam em depor sobre caso Epstein

Depoimentos dos Clinton serão a portas fechadas no âmbito da investigação do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 10:43

(Ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton concordaram em depor sobre o caso Epstein.)
(Ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton concordaram em depor sobre o caso Epstein.) Crédito: Redes Sociais/Instagram 

Um reviravolta ocorreu no Caso Epstein, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton concordaram em depor sobre o caso Epstein. A informação sobre o desdobramento foi divulgada nessa segunda-feira (2), o depoimento do casal Clinton será de portas fechadas no âmbito da investigação do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes sobre o escândalo sexual de Jeffrey Epstein.

A expectativa era de que a Câmara votasse nesta quarta-feira (4) duas resoluções de desacato ao Congresso contra os Clinton. Mas, o casal cedeu às exigências do Partido Republicano na noite dessa segunda.

Bill Clinton foi amigo pessoal de Jeffrey Epstein de 1990 até o início dos anos 2000. Registros de voo mostram que o ex-presidente viajou algumas vezes no avião privado do financista em deslocamentos que, segundo sua assessoria, estavam ligados a atividades institucionais e filantrópicas. Clinton afirma que rompeu o contato com Epstein antes de os crimes virem a público e nega ter tido conhecimento de qualquer atividade ilegal.

No caso de Hillary Clinton, não há registros públicos que indiquem envolvimento direto ou proximidade semelhante. Ela não aparece em listas de voos nem foi citada em processos judiciais relacionados a Epstein.

Mesmo assim, o Comitê de Supervisão da Câmara convocou o casal para esclarecer o grau de contato, o contexto dessa relação e o que sabiam na época. Até o momento, nenhum dos dois é acusado de crime no caso Epstein.

A convocação faz parte de uma investigação legislativa mais ampla, uma espécie de CPI, que busca mapear redes de influência, eventuais falhas institucionais e quem teve contato com o financista antes de sua prisão. Aceitar atende a uma exigência formal do Congresso para prestar esclarecimentos sob juramento.

Caso Epstein

Jeffrey Epstein foi um magnata norte-americano acusado de explorar sexualmente meninas adolescentes e de comandar uma rede de tráfico sexual envolvendo jovens vulneráveis. Ele manteve relações com empresários, políticos e figuras influentes nos Estados Unidos e em outros países, como o presidente Donald Trump e príncipe Andrew, da Inglaterra.

De acordo com as investigações das autoridades norte-americanas, os abusos ocorreram por anos, em propriedades de Epstein na Flórida, Nova York e em uma ilha privada no Caribe.

Com informações do portal de notícias G1