Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 12:10
O tráfego aéreo no Oriente Médio entrou em colapso parcial neste sábado (28), com dezenas de companhias aéreas cancelando ou suspendendo voos para a região após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques militares contra o Irã. Em resposta, Teerã retaliou com uma salva de mísseis contra alvos israelenses e bases americanas no Golfo Pérsico, levando ao fechamento temporário de espaços aéreos em pelo menos oito países: Irã, Israel, Iraque, Jordânia, Bahrein, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.>
Mapas de rastreamento em tempo real, como o do Flightradar24, mostram vastas áreas do céu praticamente vazias sobre o Golfo Pérsico e o Levante, com aviões desviando rotas para evitar zonas de risco. A agência europeia de segurança aérea (EASA) emitiu alerta recomendando que operadoras evitem sobrevoar o Oriente Médio e o Golfo até pelo menos segunda-feira, dia 2 de março.>
De acordo com dados preliminares da Cirium, empresa de análise de aviação, quase 40% dos voos programados para Israel foram cancelados neste sábado, além de 6,7% das operações na região como um todo. O impacto é especialmente grave em hubs globais como Dubai, onde o Aeroporto Internacional, um dos mais movimentados do mundo, suspendeu todas as chegadas e partidas até segunda ordem.>
Confiras as principais companhias afetadas:>
• Emirates e flydubai suspenderam operações em Dubai, citando múltiplos fechamentos de espaço aéreo na região.>
• Qatar Airways interrompeu voos de e para Doha após o fechamento do espaço aéreo catariano.>
• Lufthansa (e grupo, incluindo Swiss e Austrian) cancelou voos para Dubai e Abu Dhabi até domingo (1º de março), e estendeu a suspensão para Tel Aviv, Beirute, Amã, Erbil e Teerã até 7 de março.>
• Turkish Airlines suspendeu serviços para Líbano, Síria, Iraque, Irã, Jordânia e outros destinos até pelo menos segunda-feira.>
• Air France, KLM, Iberia, British Airways, Wizz Air, Aegean Airlines, Virgin Atlantic, Air India, IndiGo e ITA Airways anunciaram cancelamentos ou desvios para Tel Aviv, Beirute, Dubai, Amã, entre outros, com prazos variando de dias a uma semana.>
A situação reflete o agravamento do conflito, que já havia gerado tensões anteriores, mas escalou dramaticamente com a intervenção direta dos EUA e Israel. Testemunhas relataram explosões em Doha (Catar), Abu Dhabi e Dubai, incluindo proximidades de instalações militares americanas.>
No Brasil, o impacto direto é limitado, já que LATAM, GOL e Azul não operam voos diretos para o Oriente Médio. A TAP, que não tem rotas ativas para Israel desde 2023, também não registra operações afetadas diretamente. Passageiros com conexões via Europa ou Golfo, o Governo do Brasil orienta que esses devem verificar status com as companhias para remarcações ou reembolsos.>
A aviação internacional segue monitorando a evolução do conflito. Especialistas alertam que desvios de rotas, como contornar o Irã e o Iraque, aumentam tempos de voo em até horas e custos operacionais, o que pode elevar preços de passagens em rotas Europa-Ásia. A recomendação é consultar sites oficiais das companhias e plataformas de rastreamento para atualizações em tempo real.>
Com informações do portal Metrópoles, G1 e CNN>