Publicado em 30 de agosto de 2025 às 15:05
Os Houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram hoje que um ataque aéreo israelense matou, na quinta-feira (28), o primeiro-ministro do governo do Iêmen controlado pelos rebeldes, Ahmed al-Rahawi. O ataque de Israel à cidade de Sanaa também matou diversos ministros, segundo os rebeldes.>
Al-Rahawi, que servia como primeiro-ministro do governo liderado pelos Houthis desde agosto de 2024, foi morto durante um workshop de rotina realizado pelo governo para avaliar suas atividades e desempenho ao longo do último ano, afirmou o comunicado dos rebeldes.>
O exército israelense disse na quinta-feira (28), que "atingiu precisamente um alvo militar do regime terrorista Houthi na área de Sanaa, no Iêmen". Os Houthis vêm lançando repetidamente mísseis contra Israel durante a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza.>
O grupo afirma que os ataques têm como objetivo demonstrar solidariedade com os palestinos. Embora a maioria dos mísseis lançados pelo Iêmen seja interceptada por Israel ou se fragmentem no ar, isso pouco tem dissuadido os ataques.>
No início da semana, ataques israelenses atingiram várias áreas de Sanaa, deixando pelo menos 10 mortos e 102 feridos, segundo o ministério da saúde e autoridades do governo Houthi.>
Quem são os Houthis?>
Os Houthis, militantes xiitas que lutam contra o governo do Iêmen há cerca de duas décadas, tomaram Sanaa em 2014, forçando o governo internacionalmente reconhecido a fugir para a cidade de Áden, no sul do país.>
Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma intervenção militar para expulsar os militantes, mas falhou, deixando os Houthis no poder no norte do Iêmen, onde governam a maior parte da população e desencadearam uma guerra civil que já matou centenas de milhares de pessoas e resultou em uma das piores crises humanitárias do mundo.>
Os Houthis construíram sua ideologia com base na oposição a Israel e aos Estados Unidos, vendo-se como parte do "eixo de resistência" liderado pelo Irã, juntamente com o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza e o Hezbollah no Líbano.>
Sua ideologia é refletida no slogan da bandeira do grupo: "Alá é grande, morte à América, morte a Israel, maldição aos judeus, vitória ao Islã".>