Parlamento português aprova restrições ao acesso de crianças às redes sociais

Crianças com menos de 13 anos ficam totalmente impedidas de criar contas ou acessar as plataformas nas redes sociais

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 19:22

(A proposta apresentada pela bancada do Partido Social Democrata (PSD), com apoio dos principais partidos no hemiciclo, determina que o acesso livre a redes sociais por menores passa a ser proibido até aos 16 anos.)
(A proposta apresentada pela bancada do Partido Social Democrata (PSD), com apoio dos principais partidos no hemiciclo, determina que o acesso livre a redes sociais por menores passa a ser proibido até aos 16 anos.) Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

O Parlamento de Portugal aprovou, nesta quinta-feira (12), um projeto de lei de lei que estabelece novas restrições ao acesso de menores de idade às redes sociais e outras plataformas digitais, numa das iniciativas legislativas mais rígidas e concretas na Europa sobre o assunto.

A proposta apresentada pela bancada do Partido Social Democrata (PSD), com apoio dos principais partidos no hemiciclo, determina que o acesso livre a redes sociais por menores passa a ser proibido até aos 16 anos. Crianças com menos de 13 anos ficam totalmente impedidas de criar contas ou acessar as plataformas, enquanto adolescentes entre 13 e 16 anos poderão utilizar serviços como Instagram, TikTok e Facebook apenas com consentimento dos pais ou responsáveis legais.

Para garantir a aplicação das novas regras, o texto prevê mecanismos de verificação de idade associados à chave móvel digital, sistema nacional de autenticação digital em Portugal. As empresas responsáveis pelas plataformas terão de implementar procedimentos que confirmem a idade dos usuários antes da permissão.

Os defensores da proposta, incluindo deputados do PSD e do Partido Socialista, argumentaram que a medida visa proteger crianças e adolescentes dos riscos da web, como exposição a conteúdos nocivos, cyberbullying e contatos com pedófilos.

Durante o debate parlamentar, partidos como Chega e Iniciativa Liberal manifestaram oposição à proposta, levantando preocupações sobre liberdade individual, privacidade dos dados e possíveis mecanismos de censura digital. Ainda assim, a maioria dos parlamentares votou a favor da proposta, que segue agora para discussão em comissão e poderá ser ajustada antes da votação final.

Especialistas em proteção infantil e digital têm acompanhado com interesse a proposta, numa altura em que vários países europeus debatem medidas semelhantes para enfrentar os potenciais impactos das redes sociais na saúde mental e desenvolvimento dos jovens.

Com informações de G1