Diretora da Fiesp questiona impacto da PEC 6×1 em salões de beleza e supermercados

Durante audiência no Senado, Luciana Nunes Freire afirmou que mudança na jornada pode afetar funcionamento de salões, supermercados e farmácias.

Publicado em 1 de julho de 2026 às 21:20

(Diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire)
(Diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire) Crédito: Senado Federal

A diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire, criticou nesta quarta-feira (1º) a proposta da PEC 6×1 durante audiência pública no Senado.

Ao defender a manutenção da atual jornada de trabalho, Luciana questionou como ficariam serviços essenciais para a rotina das famílias caso a proposta, que prevê a redução da jornada para seis dias de trabalho por um de folga, seja aprovada.

“Eu trabalho na escala 5×2. E, aos sábados, qualquer mulher que está neste plenário, que está no centro urbano ou que está numa comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai estar fechado aos sábados para nos atender?”, indagou.

A executiva citou ainda atividades que costuma realizar aos domingos para reforçar seu argumento: “Aos domingos, eu abasteço o supermercado, busco comida para minha família. Compro remédio para minha mãe. Vai estar tudo fechado aos domingos para mim?”

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, já se posicionou favoravelmente a uma proposta alternativa apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). A sugestão amplia a possibilidade de negociação direta entre empregados e empregadores sobre a jornada de trabalho.

A proposta alternativa altera o artigo 7º da Constituição para permitir que os trabalhadores escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo mais flexível baseado em horas trabalhadas.

Com informações do portal Metrópoles