Planalto vê relação Lula-Trump preservada, mas ainda calcula encontro no G7

Auxiliares do governo avaliam que Lula e Trump mantêm relação institucional cordial, mas eventual encontro durante a cúpula do G7 dependerá do avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos.

Publicado em 5 de junho de 2026 às 22:42

(Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Brasil, Lula) 
(Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Brasil, Lula)  Crédito: Ricardo Stuckert - PR

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanece preservada, apesar das recentes medidas adotadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros e da visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca.

Segundo auxiliares do governo, um eventual novo encontro entre os dois líderes deverá ocorrer em tom cordial, seguindo o padrão de conversas anteriores, mesmo diante das divergências existentes entre Brasília e Washington.

A possibilidade de uma reunião durante a cúpula do G7, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, na França, ainda está sendo analisada pelo governo brasileiro. Como ambos os presidentes já confirmaram presença no evento, assessores consideram provável um encontro nos bastidores, ainda que sem agenda oficial definida.

De acordo com integrantes do Planalto, até o momento não houve solicitação formal de reunião por nenhuma das partes. A avaliação interna é que um encontro só teria utilidade prática caso haja avanços nas negociações conduzidas em nível técnico entre os dois países.

O governo brasileiro aguarda para os próximos dias uma videoconferência envolvendo o chanceler Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

As conversas devem abordar as propostas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. Nesta semana, o governo americano divulgou medidas que incluem tarifas de 25% e 12,5% sobre determinados produtos exportados pelo Brasil.

Além disso, entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a classificação das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas pelas autoridades norte-americanas.

As recentes medidas ampliaram a atenção do governo brasileiro para a agenda bilateral, tornando as negociações técnicas um fator decisivo para a realização de um eventual encontro entre Lula e Trump durante o G7.

Com informações da CNN