Tarifas americanas podem elevar carga sobre produtos brasileiros a 37,5%

A avaliação é compartilhada por técnicos do Itamaraty, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Publicado em 3 de junho de 2026 às 19:54

(O governo brasileiro já manifestou repúdio às conclusões do USTR e anunciou que utilizará os mecanismos da Lei de Reciprocidade para responder às medidas consideradas injustas.)
(O governo brasileiro já manifestou repúdio às conclusões do USTR e anunciou que utilizará os mecanismos da Lei de Reciprocidade para responder às medidas consideradas injustas.) Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A combinação das tarifas propostas pelos Estados Unidos pode elevar a carga tributária sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano a 37,5%, caso as medidas sejam efetivamente implementadas.

A avaliação é compartilhada por técnicos do Itamaraty, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O percentual resulta da soma de duas investigações distintas conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR):

• A primeira, divulgada na segunda-feira (1º), recomenda a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O argumento americano é que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio bilateral.

• A segunda, concluída na terça-feira (2), acusa 60 países, incluindo o Brasil, de falhas no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Como resposta, o USTR propôs uma tarifa adicional de 12,5%.

Somadas, as duas medidas resultariam em uma alíquota total de 37,5%, o que representaria um forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do país.

O governo brasileiro já manifestou repúdio às conclusões do USTR e anunciou que utilizará os mecanismos da Lei de Reciprocidade para responder às medidas consideradas injustas.

Até o momento, Washington ainda não oficializou a imposição das tarifas, mas o risco de uma escalada comercial entre os dois países cresce rapidamente.

Com informações do portal g1