Amapá Previdência é investigada pela PF por aplicações no Banco Master

Operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá/AP. Presidente do órgão ignorou alertas sobre riscos

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 09:33

Os acusados desconsideraram a ausência de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para esse tipo de papel.
Os acusados desconsideraram a ausência de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para esse tipo de papel. Crédito: Divulgação PF

Nesta sexta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Cinzenta, que investiga aplicações de recursos dos servidores públicos do Amapá na Amapá Previdência (Amprev) e aplicados no Banco Master. A PF investiga possíveis irregularidades em aportes milionários da Amprev depositados no banco de Daniel Vorcaro. A investigação desta sexta mira no núcleo responsável por aprovar as aplicações em títulos de alto risco.

Conforme divulgado pelo portal de notícias Metrópoles, o presidente da Amprev, Jocildo Lemos, é um dos alvos da Operação Zona Cinzenta, ao lado dos dois integrantes do Comitê de Investimentos Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, todos apontados como responsáveis pelos votos favoráveis às compras de Letras Financeiras emitidas pelo banco em liquidação determinada pelo Banco Central.

De acordo com a investigação da PF, os três alvos participaram das decisões que autorizaram os aportes em três reuniões realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024, mesmo diante de alertas internas sobre riscos elevados sobre reportar os recursos para o banco. Os acusados desconsideraram a ausência de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para esse tipo de papel.

A PF apura gestão temerária ou gestão fraudulenta, uma vez que os recursos aplicados pertencem ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos do estado.

Atas de reuniões do Comitê de Investimentos mostram que dois conselheiros representantes de servidores do Ministério Público e do Judiciário estaduais se posicionaram contra os aportes aplicados no Master, pelo alto risco.

Eles chamaram atenção para apurações conduzidas por órgãos de controle sobre operações envolvendo o Banco Master, risco reputacional previsto na política de investimentos da Amprev e concentração excessiva de recursos em papéis do mesmo banco.

Com informações de Polícia Federal e portal de notícias Metrópoles