Moraes arquiva investigação contra presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros parlamentares

Ministro do STF entendeu que não há indícios mínimos de participação dos políticos em irregularidades envolvendo entrada de bagagens sem fiscalização no Brasil

Publicado em 21 de maio de 2026 às 21:18

(Hugo Motta) 
(Hugo Motta)  Crédito: Foto: Vicor Piemonte - STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros três parlamentares no caso de entrada de bagagens sem fiscalização no Brasil.

Além de Motta, foram beneficiados pelo arquivamento o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

A investigação foi aberta pela Polícia Federal após suspeitas de que um auditor fiscal teria liberado bagagens sem a devida fiscalização de um voo proveniente da ilha de Saint Martin, no Caribe, que trazia os parlamentares. O caso ganhou contornos quando a PF identificou a presença de autoridades com foro privilegiado, remetendo o inquérito ao STF.

Em parecer enviado ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o arquivamento em relação aos parlamentares por ausência de indícios de participação em irregularidades. A PGR destacou que imagens do procedimento mostram os passageiros passando normalmente pela fiscalização e que não há evidências de ligação entre eles e as bagagens investigadas.

Moraes concordou com o posicionamento da PGR. Na decisão, o ministro afirmou que não existem “indícios mínimos” de autoria ou materialidade de crime por parte dos parlamentares. Ele ressaltou que a mera presença deles no voo não é suficiente para justificar a continuidade da investigação criminal.

O ministro citou ainda o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence para reforçar que a manutenção de inquérito sem justa causa representa constrangimento “injusto e grave” aos investigados.

Moraes arquivou o inquérito apenas em relação aos parlamentares com foro privilegiado e determinou o envio do restante do caso à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), onde as apurações continuam em relação aos demais investigados sem prerrogativa de foro.

Com informações do portal Metrópoles