Oruam pede suspensão de ação penal que também envolve Marcinho VP

Defesa do rapper aponta supostas irregularidades em provas digitais usadas no processo.

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 19:51

Rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno).
Rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno). Crédito: Reprodução/Internet

A defesa do rapper Oruam entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para pedir a suspensão temporária da ação penal em que ele é réu ao lado do pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e outras nove pessoas.

O processo apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo teria participado de um esquema para ocultar recursos relacionados ao tráfico de drogas.

No recurso apresentado nesta quinta-feira (17), os advogados de Oruam alegam que as provas utilizadas para sustentar a ação penal apresentam irregularidades. A defesa cita um laudo pericial particular que aponta supostas violações na cadeia de custódia das provas digitais.

A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos destinados a registrar e preservar a integridade de uma evidência desde sua coleta até a utilização no processo judicial.

Diante dos questionamentos, a defesa solicita que a ação seja suspensa até a realização de uma perícia técnica nos dados digitais e na cadeia de custódia das provas. O objetivo é que a Justiça avalie a validade dos elementos utilizados na acusação.

Anteriormente, os advogados já haviam solicitado uma perícia prévia nos dados telemáticos, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça.

Denúncia

O Ministério Público denunciou Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas em 30 de janeiro de 2026 pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dois meses depois, a Justiça do Rio recebeu a denúncia e tornou os 11 acusados réus.

A denúncia sustenta que o grupo teria uma estrutura dividida em diferentes núcleos, com funções relacionadas à gestão financeira, ocultação de patrimônio e movimentação de recursos.

O novo pedido ainda será analisado pela Justiça do Rio.