Marinha intensifica buscas por adolescente indígena desaparecido no Rio Xingu

A tecnologia deve ampliar significativamente a capacidade de varredura subaquática, aumentando as chances de localização do último desaparecido

Publicado em 16 de junho de 2026 às 19:32

(As buscas são coordenadas pela Marinha do Brasil em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, Exército Brasileiro, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a empresa Norte Energia.)
(As buscas são coordenadas pela Marinha do Brasil em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, Exército Brasileiro, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a empresa Norte Energia.) Crédito: Reprodução Redes Sociais

A Marinha do Brasil anunciou nesta terça-feira (16), o reforço nas operações de busca pelo adolescente indígena de 14 anos que segue desaparecido desde o naufrágio de uma voadeira no Rio Xingu. O principal reforço será o uso de um sonar de varredura lateral (sidescan), tecnologia avançada capaz de mapear o leito do rio e identificar objetos submersos.

Segundo comunicado da Marinha, uma equipe especializada e o equipamento já estão sendo mobilizados. A aeronave para transportar o sonar até a região do acidente está sendo aguardada para que os trabalhos sejam retomados com maior eficiência na área da Cachoeira Rebojo do Avelino, localizada na Terra Indígena Koatinemo, em Altamira (PA).

Tecnologia e estratégia de busca

O sonar sidescan emite ondas sonoras que geram imagens detalhadas do fundo do rio, sendo especialmente útil em trechos de difícil navegação e visibilidade, como o local do acidente. A tecnologia deve ampliar significativamente a capacidade de varredura subaquática, aumentando as chances de localização do último desaparecido.

As buscas são coordenadas pela Marinha do Brasil em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, Exército Brasileiro, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a empresa Norte Energia.

Histórico do acidente

O naufrágio ocorreu no dia 10 de junho em um trecho considerado perigoso do Rio Xingu. Ao todo, seis pessoas desapareceram após o acidente. Cinco corpos já foram localizados e identificados por familiares. O adolescente de 14 anos é a única vítima ainda não encontrada.

A região da Terra Indígena Koatinemo apresenta condições naturais complexas, com corredeiras e forte correnteza, o que tem dificultado os trabalhos de localização desde o primeiro dia.

Posicionamento oficial

A Marinha do Brasil manifestou profundo pesar pelo ocorrido e solidarizou-se com as famílias e comunidades indígenas atingidas. A instituição reforçou seu compromisso em dar continuidade às buscas até a localização da última vítima.

A Autoridade Marítima disponibilizou os canais de emergência para denúncias e informações:

• Disque Emergências Marítimas e Fluviais: 185

• Capitania dos Portos da Amazônia Oriental

As buscas seguem em andamento e devem ganhar novo impulso com a chegada do sonar nos próximos dias.