STF mantém prisão de Henrique Vorcaro por 3 a 1; Gilmar Mendes vota pela domiciliar

A decisão da Segunda Turma mantém Henrique Vorcaro no regime fechado. O processo continua tramitando no STF e pode ainda ser objeto de novos recursos.

Publicado em 16 de junho de 2026 às 18:50

(Henrique Vorcaro pai de Daniel Vorcaro)
(Henrique Vorcaro pai de Daniel Vorcaro) Crédito: Reprodução/Redes Sociais/Facebook

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de 3 votos a 1, manter a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (16), com os ministros referendando a decisão do relator, André Mendonça.

Votaram pela manutenção da prisão os ministros André Mendonça (relator), Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes divergiu, defendendo a substituição da prisão por prisão domiciliar.

O caso voltou à pauta após Gilmar Mendes devolver o pedido de vista na manhã desta terça. O julgamento foi realizado na Segunda Turma, responsável pelo processo relacionado à Operação Compliance Zero.

Argumentos da maioria dos ministros

O relator André Mendonça justificou a manutenção da prisão preventiva com base na necessidade de interromper a continuidade delitiva, preservar a integridade das investigações e mitigar riscos de fuga, destruição de provas e ameaça a testemunhas.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, Henrique Vorcaro e seu filho Daniel teriam atuado para ocultar de credores e vítimas de fraudes do Banco Master pelo menos R$ 2,2 bilhões, mesmo após o início das apurações.

Gilmar Mendes, em voto divergente, criticou a espetacularização do caso na mídia. Para o ministro, a Operação Compliance Zero se transformou em um “caso rumoroso” que ocupa o noticiário de forma “cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Embora tenha reconhecido indícios de contatos de Henrique Vorcaro com integrantes do suposto esquema, Gilmar Mendes afirmou que não foram apresentados elementos concretos suficientes para demonstrar que ele teria solicitado diretamente a prática de atos ilícitos.

Contexto da Operação Compliance Zero

Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio de 2026, quando foi alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema de fraudes bilionárias no Banco Master, envolvendo ocultação de rombo, fraudes em fundos de investimento e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, o empresário teria atuado como operador financeiro e demandante de serviços de um grupo apelidado de “A Turma”, responsável por intimidação, monitoramento e obtenção ilegal de informações.

O caso Master é considerado um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos no Brasil e segue em fase de investigação, com desdobramentos tanto na esfera penal quanto na cível.

Com informações do portal Metrópoles