Publicado em 20 de outubro de 2026 às 20:25
A motosserra de Javier Milei volta a mirar o funcionalismo público argentino. O governo do presidente anunciou um plano de desligamento voluntário que pode atingir até 21.187 servidores, em mais uma ofensiva para reduzir o tamanho da máquina estatal e cortar despesas públicas.>
A medida foi estabelecida por decreto e faz parte da política de austeridade defendida por Milei desde o início do mandato. Segundo informações da Agência Brasil, o governo argentino já havia eliminado cerca de 77 mil postos de trabalho no setor público.>
Pelas regras do programa, os funcionários que aceitarem deixar seus cargos receberão uma compensação financeira, conforme as condições previstas. Em contrapartida, ficarão impedidos de retornar ao serviço público durante oito anos, e as vagas desocupadas serão extintas permanentemente.>
Sindicatos denunciam pressão sobre funcionários>
Embora o programa seja apresentado como voluntário, a Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) acusa chefias de pressionar servidores a aderirem ao desligamento. Segundo a entidade, funcionários estariam sendo ameaçados com possíveis afastamentos e demissões caso não aceitassem a proposta.>
O sindicato se posiciona contra a iniciativa e alerta para os efeitos que a redução do quadro de pessoal pode provocar no atendimento à população. A entidade também anunciou mobilização e pretende orientar os trabalhadores a não aderirem ao programa.>
Milei aprofunda a política de austeridade>
A nova medida reforça a estratégia do presidente argentino de enxugar a estrutura estatal, reduzir despesas e buscar maior eficiência administrativa. Desde a campanha eleitoral, Milei transformou a redução do Estado em uma das principais bandeiras de seu governo.>
O plano, porém, amplia o confronto com os representantes dos trabalhadores, que questionam as consequências dos cortes para o emprego e para a prestação de serviços públicos.>
Com mais de 21 mil servidores potencialmente atingidos, a iniciativa abre uma nova frente de tensão na Argentina. O número de desligamentos efetivos dependerá da adesão ao programa e da implementação das regras estabelecidas pelo governo.>
Com informações do portal Agência Brasil>