Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 08:57
Nesta terça-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar aos Estados Unidos entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade”. De acordo com o presidente, o produto será vendido a preço de mercado, e os recursos arrecadados serão administrados e controlados pelo presidente norte-americano.>
“Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”, escreveu numa rede social.>
Conforme o presidente, o dinheiro arrecadado será administrado pela Casa Branca para garantir que seja usado “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.>
Trump afirmou ainda que solicitou ao secretário de Energia, Chris Wright, a execução imediata do plano. De acordo com Trump, o petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga em território norte-americano.>
Segundo o jornal Financial Times, uma frota de petroleiros norte-americana iniciará o carregamento de petróleo venezuelano nos próximos dias.>
Impacto no mercado>
A declaração de Trump surtiu efeito imediamente no mercado. O barril do WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, chegou a cair até 2,4% após o anúncio.>
Caso tal fornecimento ocorra, o volume representa entre 30 e 50 dias da produção venezuelana antes do bloqueio parcial imposto ao país. Na cotação atual, o carregamento pode alcançar cerca de US$ 2,8 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 15 bilhões.>
O anúncio ocorre poucos dias após uma operação militar dos EUA na Venezuela que capturou o presidente daquele país, Nicolás Maduro, a morte de seus seguranças e na instalação de um governo interino no país.>
Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los devido às sanções impostas por Washington.>
Com informações do portal CNN>