Osorio fica no Remo? Decisão está nas mãos do presidente Tonhão

Pressão interna aumenta após clássico com o Paysandu e permanência do treinador colombiano será definida pela diretoria azulina.

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 09:25

Corda vai apertando o pescoço de Osorio no Leão - 
Corda vai apertando o pescoço de Osorio no Leão -  Crédito: Samara Miranda/Remo

A permanência do técnico Juan Carlos Osorio no comando do Clube do Remo passou a ser tratada como incerta após o empate em 1 a 1 diante do Paysandu, no primeiro clássico Re-Pa do Campeonato Paraense. Segundo divulgado pelo jornalista Nelson Torres e confirmado pela reportagem do Roma News, nos bastidores do Baenão, o ambiente é considerado desfavorável ao treinador, e a decisão sobre a continuidade do trabalho deve partir diretamente do presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão.

Informações de bastidores apontam que, antes do clássico, Tonhão teria solicitado que o treinador utilizasse a equipe considerada titular no confronto. No entanto, Osorio optou por escalar uma formação mista. O desempenho abaixo do esperado, principalmente no primeiro tempo, aumentou as críticas internas e externas.

Quando foi contratado, ainda na gestão do então executivo de futebol Marcos Braz, Osorio aceitou uma multa rescisória equivalente a apenas um salário. Atualmente, o treinador e sua comissão técnica geram custo aproximado de R$ 650 mil mensais ao clube. Em caso de demissão, esse valor seria pago para a rescisão contratual.

A insatisfação de parte da torcida e da diretoria tem como foco as constantes mudanças na equipe e a falta de repetição de uma base titular. Até o momento, em sete partidas disputadas na temporada, o treinador ainda não repetiu a mesma escalação inicial.

Por outro lado, Osorio justifica o rodízio pelo calendário apertado neste início de ano. Com compromissos simultâneos entre Campeonato Brasileiro e Campeonato Paraense, o treinador defende a utilização de elencos alternados para suportar a sequência intensa de jogos. Na última semana, por exemplo, o Remo entrou em campo duas vezes em um intervalo de apenas 24 horas. A sequência se repete nesta semana, com duelo contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, na quarta-feira (11), às 20h, e outro compromisso já na quinta-feira (12), às 19h30, diante do Castanhal, fora de casa.