Premiê da Groenlândia pede atenção da população sobre possível invasão dos EUA

Jens-Frederik Nielsen afirmou que autoridades do território também estão se preparando para eventual ação militar. Uma força-tarefa vai instruir moradores.

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 09:34

(Primeiro-ministro da Groelândia, Jens-Frederik Nielsen)
(Primeiro-ministro da Groelândia, Jens-Frederik Nielsen) Crédito: Reprodução/Redes Sociais: Instagram

Após as intensas provocações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre anexar a Groelândia aos Estados Unidos, o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen, alertou a população para que comece a se preparar para uma invasão militar ao território.

Nessa terça-feira, o premiê da ilha disse durante coletiva de imprensa, que as autoridades do país estão em preparação para uma eventual incursão militar dos Estados Unidos.

"O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo", afirmou Nielsen.

Conforme a agência de notícias Bloomberg, o premiê informou que seu governo ordenou uma força-tarefa a autoridades locais que darão um guia à população sobre como se preparar para uma eventual invasão, por exemplo, estocando comida em casa. Nielsen disse que seu governo está preparando panfletos informativos sobre o que fazer em caso de invasão militar.

Para a imprensa, Nielsen disse que acha improvável um conflito militar, mas que não descarta a possibilidade.

"Não é provável que haja um conflito militar, mas não podemos descartar essa possibilidade", declarou na entrevista coletiva. "Mas precisamos enfatizar que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan, e, se houver uma escalada ainda maior, isso também terá consequências para todo o mundo exterior".

Nesta terça-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou duas imagens geradas por inteligência artificial (IA) e afirmou que "não há volta atrás" em seu objetivo de controlar a Groenlândia, recusando-se a descartar a possibilidade de tomar a ilha ártica pela força.

Com informações do portal G1